Dicas de Vendas

Tendências do Varejo para 2020

15 de janeiro de 2020
Tendências do Varejo para 2020

As tendências do varejo vivem em constante mudança. Para melhorar suas vendas e adequar sua empresa aos novos processos adotados pelo mercado, é importante manter-se atualizado e informado.

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2020, o comércio deve registrar o maior avanço anual no volume de vendas em sete anos. A estimativa é que haja um aumento de 5,5% no varejo ampliado e 3% no varejo restrito – que exclui o ramo automotivo e de materiais de construção.

Acima de tudo, estudos apontam que investimento em inovação é uma das grandes tendências do varejo. Esse investimento serve para otimizar processos, tendo como foco principal transformar e personalizar a experiência do cliente. Portanto, confira a seguir as dicas que vão te ajudar a ficar por dentro das tendências do varejo em 2020, e como a tecnologia está inclusa e pode ajudar nesses processos.

1. Tenha uma marca com valores

Principalmente depois da chegada das redes sociais, a aproximação da marca com o cliente tornou-se algo essencial e cotidiano. Os consumidores, por sua vez, também vêm se tornando cada vez mais conscientes, isso se aplica em dizer que a busca por produtos e marcas que possuam uma base ética nos valores da empresa vem aumentando.

Oferecer transparência genuína e se posicionar sobre questões éticas, quando for bem feito e de maneira honesta, ajuda a criar uma lealdade e confiança duradoura para com os seus clientes.

2. Produtos personalizados

Os produtos personalizados são um símbolo de exclusividade para os clientes – ter algo que mais ninguém no mundo tem. Principalmente em lojas online, você encontra opções para personalizar sua compra, com estampas ou esquemas de cores exclusivos para o seu pedido, por exemplo.

A personalização permite que os compradores adquiram um produto adaptado especificamente à sua necessidade, gosto e estilo. Isso faz com que ele se sinta ainda mais especial, sem contar na proximidade que isso traz entre o cliente e sua empresa, já que sempre que ele olhar para aquele produto, lembrará de onde veio.

3. Entrega rápida

Outro ponto que agrega valor direto com o consumidor é a entrega rápida de compras online. Na era da gratificação instantânea, os consumidores desejam seus pedidos o mais rápido possível. Um exemplo surpreendente é a Amazon, por exemplo, que, com o sistema Prime Air, usa a tecnologia drone para entregar pedidos dos compradores em trinta minutos ou menos, após a finalização do pedido.

O caso citado é uma realidade muito a parte para a grande maioria das empresas. No entanto, é um case para se inspirar e buscar novas alternativas na hora das entregas.

Nesse contexto, é fundamental que os varejistas tenham parceiros logísticos e transportadoras de confiança flexíveis na implementação de novos serviços.

Uma dica bacana para esses casos, dada pelo Ricardo Hoerde – CEO da Diálogo Logística (empresa especializada em entregas fracionadas para e-commerce) – é que, quando houver disponibilidade, você transforme sua loja física em um estoque que possa atender também aos pedidos online – que podem ser retirados na loja. Assim, é possível reaproveitar o estoque, além de atrair os clientes para dentro de sua loja física e acelerar o processo de entrega.

4. Omnichannel

Talvez você nunca tenha visto essa palavra antes, mas é fácil de se entender. Omnichannel é uma estratégia de conteúdo entre canais que as empresas utilizam com o objetivo de estreitar a relação entre online e offline, melhorando assim a experiência do usuário. Ou seja, em vez de trabalhar em paralelo, os canais de comunicação e seus recursos cooperaram entre si, criando uma comunicação mais eficaz e trazendo mais conteúdo ao público.

Essa tendência permite a aproximação do virtual e do físico. Portanto, os varejistas precisam oferecer uma experiência de compra que funcione em todos os canais. Segundo Marília Tannuri Verni – CEO há 11 anos do e-commerce de moda e sapato infantil Petit Papillon Bebê & Criança – é imprescindível que os varejistas tenham agilidade em responder às necessidades dos clientes com pontos de contato de marca em todas as partes da jornada de compra, a partir do momento em que as experiências de compra digital e física se convergem.

5. A importância do e-commerce

Seu site pode ser considerado uma vitrine para os compradores, já que, muitas vezes, é onde os clientes têm o primeiro contato com sua loja. O e-commerce, inclusive, já pode ser considerado o novo shopping center. E, assim como no ambiente físico, é importante estar alinhado para proporcionar uma experiência completa para o consumidor no varejo virtual.

Quase dois terços dos brasileiros compram produtos online pelo menos uma vez por mês. Mas com cerca de 930 mil e-commerces no país disputando a atenção do consumidor digital, a empresa que vence é aquela que cativa com o que é novo e inusitado, como é o caso da realidade virtual e aumentada, segundo Robledo Ribeiro, fundador da HostGator – multinacional de hospedagem de sites e presença online – no Brasil.

Portanto, a adoção de ferramentas de realidade virtual e aumentada é uma das tendências do varejo para o ano de 2020. Com elas, o cliente tem a possibilidade de visualizar e fazer testes com o produto antes mesmo de comprá-lo. A prática também é conhecida como “visual commerce” e inclui vídeos em 360°, configurações 2D e 3D, além de pesquisa visual na web (que é a busca a partir de uma imagem, no lugar de uma palavra – técnica utilizado no recurso Lens do Pinterest, por exemplo).


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6. Automatização de processos é essencial para o varejo

Para tornar cada vez mais completa a experiência do comprador, outra das fortes tendências do varejo em 2020 é investir na automatização de processos. Guilherme Verdasca, CEO da Transfeera – startup open banking – fala que essas tecnologias possibilitam a economia de recursos, já que a inteligência artificial pode operar algumas atividades que tomariam tempo de um funcionário.

A empresa que atende clientes como Unilever, Rappi e iFood, por exemplo, possui um sistema de validação bancária, que checa automaticamente se a conta em que o pedido foi feito pertence a uma pessoa real, podendo evitar fraudes; e um serviço de automatização de pagamentos, que permite que uma marca ou varejista realize pagamentos para diversos fornecedores, de maneira automática, sem precisar pagar taxas de transferências entre bancos.

7. Mais segurança no pagamento

Seja no online ou no físico, para realizar uma compra, o cliente precisa sentir-se seguro dentro do ambiente oferecido. Nessas horas, oferecer um pagamento seguro é indispensável.

Varejistas que lidam com transações financeiras devem investir em tecnologia para evitar fraudes e sair na frente da concorrência. O blockchain – que é o princípio por trás do Bitcoin e de outras centenas de criptomoedas – é uma das tecnologias que podem ser usadas para criar registros imutáveis de informações, agregando segurança e proteção aos dados dos clientes.

O nome blockchain significa cadeia de blocos, onde cada bloco possui determinadas informações. Com ele, é possível rastrear uma operação e identificar problemas, caso ocorram, de uma forma muito segura – de acordo com o fundador da BRy Tecnologia, Carlos Roberto De Rolt.

8. Analise dados para criar estratégias

Uma dica importante para termos em mente é: todo dado coletado auxilia e molda estratégias no varejo. Mas, para esse recolhimento de dados ser efetivo, é necessário que a empresa invista em solução de Big Data que façam essa análise de forma inteligente, e assim, a pesquisa irá auxiliar no crescimento do negócio.

Adriano Kasburg, gerente comercial na Supero Tecnologia – empresa fornecedora de soluções em tecnologia da informação – indica que empresas que investem em ciências dos dados têm vantagem competitiva por diversos fatores. Dentre elas, podemos citar a compreensão do funcionamento do mercado e novas demandas, projetando o direcionamento da concorrência. E também, o aumento da produtividade da equipe, além da otimização de ações de marketing com a área comercial, gerando maiores e melhores resultados para a empresa.

Esse recolhimento de dados pode ser feito principalmente através de ações dentro das lojas virtuais, auxiliando a empresa a entender melhor as características de seus clientes, o que será útil também para a loja física.

Esperamos que essas dicas tenham lhe ajudado! Em caso de dúvidas, deixe um comentário.

Fontes: CNC, Exame, NOVAREJO e CIO.


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