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Setembro Amarelo: a importância da saúde mental

5 de setembro de 2019
Setembro Amarelo: a importância da saúde mental

Em setembro é realizada a campanha Setembro Amarelo – movimento de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Essa campanha foi criada no Brasil em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

O Setembro Amarelo é importante por tratar de um problema grave, muitas vezes pouco falado e que, em 90% dos casos (de acordo com a OMS), pode ser prevenido. Apesar de ser um assunto delicado, é essencial que possamos conversar abertamente sobre o suicídio e maneiras de preveni-lo.

Muitas vezes tendemos a pensar que esse ato é uma realidade distante, que afeta poucas pessoas. Mas, segundo dados do Ministério da Saúde, somente no Brasil, cerca de 32 pessoas morrem por dia vítimas de suicídio.

Quando entendemos que o suicídio é uma realidade e que pode afetar pessoas a nossa volta, fica mais claro que é fundamental conversamos a respeito. Os suicídios podem ser evitados desde que tenhamos conhecimento sobre seus sintomas, suas causas e as formas de evitá-lo.

As causas do suicídio são variadas e, segundo o CVV, especialistas identificam – mesmo não sendo sempre – transtornos mentais na maior partes das pessoas que se suicidam ou que tentam fazê-lo. Um dos principais transtornos observados é a depressão (seja na forma simples ou na forma bipolar). Pensando nisso, esse post será não somente para nos fazer entender mais sobre o Setembro Amarelo e as maneiras como podemos ajudar na prevenção do suicídio, mas também para entendermos sobre saúde mental e a importância de sempre cuidar da mesma.

O que é saúde mental?

A maioria das pessoas, quando ouve falar em saúde mental, pensa em doença mental. Mesmo podendo ser relacionadas, a saúde mental implica em muito mais do que apenas a doenças mentais. Precisamos compreender que todos nós possuímos nossos limites; vivenciamos diariamente uma série de emoções – desde alegria, a tristeza, amor, frustração, raiva, satisfação, angústia e várias outras.

A saúde mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage à essas emoções e às exigências da vida, ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções para viver bem em conjunto. É quando estamos saudáveis e somos capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabemos procurar ajuda quando temos dificuldades em lidar com conflitos, perturbações, traumas e/ou transições importantes ao decorrer dos ciclos da vida.

Lembre-se:

Todas as pessoas podem apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida. Seja ansiedade, mal-estar psicológico, stress continuado, depressão, dependência de álcool e outras drogas ou até mesmo perturbações psicóticas, como a esquizofrenia.

É essencial que você sempre fique atento a esses sinais e busque ajuda profissional sempre que presenciá-los. Mas vale ressaltar que nós temos um certo costume de achar que psicólogos e psiquiatras servem apenas para quando estamos mal ou cheios de problemas. A verdade é que ter um profissional nos ouvindo e nos auxiliando a entendermos mais sobre nós mesmos durante as atividades diárias, é de extrema importância sempre e nos ajuda a evoluir constantemente.


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Para manter a saúde mental em dia:

– Mantenha sentimentos positivos consigo, com os outros e com as adversidades e exigências da vida.

– Aceite-se e às outras pessoas com suas qualidades e limitações.

– Reconheça seus limites e busque ajuda sempre que necessário.

– Evite consumo de drogas. Incluindo álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica.

– Aprenda a lidar com as emoções – até mesmo aquelas que te desagradam.

– Não se isole. Reserve tempo em sua vida para o lazer, a convivência com os amigos e com a família, sempre reforçando os laços.

– Mantenha-se intelectual e fisicamente ativo. Mantenha bons hábitos alimentares, leia livros, durma bem e pratique atividades físicas regularmente.

– Diversifique os seus interesses. Não deixe que o cansaço da rotina cause possíveis desinteresses e desgastes. Busque diversificar suas atividades diárias sempre que possível, buscando novos interesses e hobbies que te atraiam.

Como podemos ajudar na prevenção do suicídio?

Voltando ao assunto principal do qual o Setembro Amarelo trata, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre as pessoas com idade entre 15 e 29 anos e 79% dos casos ocorrem em países de baixa e média renda, de acordo com a OMS.

O Ministério da Saúde destaca que não há como detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, mas ela pode emitir alguns sinais de que está precisando de ajuda. Por exemplo: se você perceber que uma pessoa está demonstrando grandes sinais de desinteresse (até mesmo em atividades que ela gostava de exercer num passado próximo), não tem mais a mesma produtividade na área dos estudos ou profissional, está se isolando de amigos e parentes, demonstra diminuição no autocuidado, sofre mudanças bruscas de humor, não dá grande importância às suas atividades diárias, diz muitas coisas relacionadas à morte e desistência ou até mesmo sofre com um abuso de substâncias como o álcool e outras drogas, esses podem ser sinais de que aquela pessoa está precisando de ajuda.

Converse com essa pessoa – a educação é considerada uma das primeiras medidas preventivas contra o suicídio. Falar sobre o assunto a fim de quebrar o tabu posto em cima dele, conscientizar as pessoas, abrir espaço para falar sobre suicídio são essenciais nesse momento. Deixe que ela fale, sem emitir julgamentos ou opiniões acusatórias sobre o assunto. Deixe que ela se liberte, se abra e que veja em você uma luz em meio a tantos sentimentos ruins que ela vem sentido. Deixe bem claro que sua vontade é apenas ajudar, e que seu intuito ali não é julgar, muito menos diminuir o que ela vem sentindo. O que devemos lembrar sempre é que não devemos medir a dor dos outros pelas nossas experiências pessoais e entender que o que não nos afeta não necessariamente não causa dor e sofrimento no outro.

Como citamos anteriormente, acompanhamento de profissionais é essencial em qualquer fase da vida. Em casos de depressão e tentativas de suicídio isso não é diferente, sempre incentive a pessoa que está apresentando os sinais anteriormente citados a procurar ajuda especializada.

Caso perceba que a pessoa corre risco imediato, é fundamental não deixá-la sozinha. Nesses casos, entre em contato com serviços de emergência e com alguém de confiança. Você sabia que no Brasil existe uma instituição que oferece apoio emocional e atua na prevenção do suicídio? Trata-se do Centro de Valorização da Vida (CVV), uma associação sem fins lucrativos. Caso precise ou conheça alguém que precise conversar, basta ligar para 188 ou acessar o chat no site da CVV. O telefone e o chat funcionam 24 horas por dia, em todos os dias da semana.

Outras formas de promover a saúde mental dos outros

– Apoiando: O envolvimento das famílias e amigos nos cuidados e na reabilitação destas pessoas é reconhecido como fator chave no sucesso do tratamento.

– Integrando: Os indivíduos afetados por problemas de saúde mental são cidadãos de pleno direito. Não deverão ser excluídos do resto da sociedade, mas antes apoiados no sentido da sua plena integração na família, na escola, nos locais de trabalho e na comunidade.


Esperamos que esse post tenha lhe ajudado. O Setembro Amarelo é uma ótima oportunidade para debatermos sobre assuntos sérios que ainda hoje costumam ser pouco tratados. Depressão e suicídio são coisas reais, e nós sempre podemos nos ajudar e até mesmo ajudar aos outros em fases difíceis.

Entenda um pouco mais sobre Setembro Amarelo no site do Estadão

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